sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sombras
Sou uma sombra do que fui,
perdi a consistência de outrora,
tornei‑me uma sombra errante.
Entre milhares de sombras
que habitam este planeta,
sou apenas mais uma!
A diferença está na consciência
de saber o que sou.
E que diferença!
Quem me dera voltar à ignorância,
à inocência de tempos que não voltam mais,
à pureza do desconhecimento.
Sou uma sombra ferida,
procuro aquilo que perdi
e aquilo que nunca tive.
Passo por outras sombras,
fingindo ser diferente,
pretendendo não ser mais uma.
Visto‑me de mulher,
caminho a passos miúdos,
tentando passar despercebida.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário